“A internet foi minha faculdade”, diz brasileira Fernanda Weiden que trabalha no Facebook

Durante sua apresentação, a executiva destacou alguns eventos históricos importantes e relembrou os momentos críticos da trajetória da web a nível mundial. Do nascimento da licença GNU à inauguração do Google e dos grandes portais de notícias, a palestrante não deixou de transparecer seu amor incondicional pelo conceito de código aberto – admiração que levou a porto-alegrense a organizar as primeiras edições do famoso festival FISL (Fórum Internacional de Software Livre).

Já tendo atuado para a Google e para a IBM, Weiden afirmou que sua paixão pela tecnologia e curiosidade sobre como a web funciona “por trás das cortinas” foram os grandes responsáveis por alavancar sua carreira e expandir seus conhecimentos. Mesmo antes de começar a aprender lógica de programação enquanto estudava para ser professora de matemática, Weiden frequentava fóruns e aprendia conceitos tecnológicos por si própria, envolvendo-se cada vez mais no desenvolvimento de programas.

“A web gera conhecimento, permite a troca de informações. Você aprenda aquilo que você quer saber. A internet foi a minha faculdade”, afirma Fernanda, referindo-se ao poder da rede de distribuir dados de forma livre e democrática. Para a executiva, o Brasil é um país “muito rico culturalmente” e pode fazer um uso melhor das novas tecnologias web, desde que alguns desafios comuns sejam ultrapassados (como problemas na infraestrutura e educação dos usuários na questão de privacidade).

Além disso, Fernanda destaca um ponto que deve ser analisado com bastante atenção nos próximos anos: o empreendedorismo brasileiro. “O Brasil precisa produzir tecnologia, e não apenas utilizar criações de outros países. Quantos de nós temos apps nacionais instalados em nossos smartphones?”, filosofa.

Weiden comenta ainda a importância de uma regulamentação coerente e de mais opções de acessibilidade para deficientes físicos, que ainda enfrentam empecilhos na hora de utilizar alguns recursos da rede. “A internet, mais do que tudo, é uma rede de pessoas. E é por isso que devemos trabalhar para conectar não apenas todos os dispositivos, mas sim todos os tipos de pessoas. Na web, todos nós somos iguais”, conclui.

fonte: tecmundo

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